JORNALISMO SENSACIONALISTA NÃO É JORNALISMO!

O jornalismo sensacionalista oferece ao seu público muito mais “entretenimento” do que informação. Apesar das notícias serem matéria-prima do jornalismo, constatamos diariamente que muitos profissionais utilizam delas com interesses próprios, juntamente com empresas ligadas à informação.

O mercado do deslumbre não é algo tão atual. Desde a época dos “gladiadores” nota-se o interesse da massa pela violência e outros assuntos que muitas vezes não têm grandes relevâncias na sociedade, e assim vemos diariamente profissionais da mídia utilizando esses recursos para atrair atenção de muitas pessoas e, consequentemente, tendo vantagens e lucros.

Em nossa realidade, não precisamos ir muito longe para citarmos exemplos. Os programas “Na Mira” e “Se Liga Bocão” são alguns desses modelos de “jornalismo” sensacionalistas que são veiculados em nossa região. Na internet, são inumeráveis as formas e modelos desses tipos de atitude de profissionais da comunicação, todos vão de encontro com o próprio código de ética profissional, no caso do jornalista.

De acordo com o código de ética do Jornalista Brasileiro, a informação é um direito fundamental do cidadão, ou seja, assim como temos o direito de ir e vir temos também o direito de ser informado. Mas quanto a relevância dessa informação, cabe o jornalista, por meio de várias teorias, a exemplo da teoria GateKeep, ter a consciência do que vai ser divulgado ou não, de acordo com o espaço disponível no Rádio, TV, Impresso, etc.

Mensurar o que é relevante ou não, é uma tarefa complexa e de muita responsabilidade. Mas, se o Jornalista levar em consideração o seu próprio código de ética, na hora de veicular algo, terá uma noção real do seu papel. “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação”.

Agora perguntamos: qual é a forma correta de divulgar? Basta observar se está sendo desrespeitados outros direitos do cidadão, exemplo, “respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão”. Além de ser intrínseco à profissão do jornalista “opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos”, tudo isso contido no próprio código de ética do jornalista.

Quanto às questões econômicas o mesmo segue claramente: “a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente da linha política de seus proprietários e/ou diretores ou da natureza econômica de suas empresas”. Diante disso, cabe outra pergunta: jornalismo sensacionalista é “Jornalismo”? Fe for, não se aplica ao seu código de ética atual.

Cid Fiuza

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